Estátua da Liberdade

Olá leitores e leitoras! Hoje nós voltamos com um destino um pouco diferente das outras postagens. A gente já deu dicas de viagem da Polinésia Francesa (Bora Bora, Moorea e Papeete / Tahiti) e também da paradisíaca ilha de Fernando de Noronha e por isso chegou a hora de falar de uma cidade incrível e cheia de coisas para fazer: Nova Iorque ( ou New York se já quiserem entrar no clima )!

A primeira coisa que parece meio óbvia mas é legal lembrar é que Brasileiros precisam de visto para entrar nos EUA e esse processo é mais burocrático e lento do que a gente imagina. Não vamos entrar nos detalhes das etapas para obtenção do visto porque isso merece um post único mas a dica é fazer esse processo bem antes da viagem para evitar transtornos. Nós fizemos o visto americano quando começamos a pensar na viagem. Lembrando que para solicitar o visto Americano não é necessário ter data definida nem passagem comprada (a recomendação inclusive é de apenas comprar a passagem após estar com visto aprovado – diferente do visto de Cuba por exemplo que exige a passagem e é válido somente para aquela viagem).

Vista do rio

Parte 1 – Aéreo e deslocamento até o hotel

Em toda postagem a gente fala sobre a parte aérea mas nesse caso não tem muito o que “contar”. Tem um monte de rotas e companhias aéreas que fazem a ligação Brasil-EUA e dependendo da região que você mora essa disponibilidade pode ser maior ou menor. A gente prefere chegar sempre pelo aeroporto internacional de NY que é o JFK (que fica no Queens) porque o trajeto entre o aeroporto e o hotel é simples e fácil. Em alguns voos com escala pode ser que o aeroporto seja diferente (La Guardia, por exemplo) mas vamos nos concentrar no JFK mesmo porque é aonde temos mais experiência.

O aeroporto JFK é bem grande (como a maioria dos aeroportos internacionais próximos das grandes metrópoles). Da saída do avião até a área da imigração tem uma caminhada razoável (levamos aproximadamente 15 minutos). A imigração é um saguão enorme com muitos guichês e uma fila longa. Quem tem passaporte europeu pode ir no sistema eletrônico que agiliza bastante a entrada. Os “brasileiros comuns” ficam na fila. Nós nunca tivemos problemas em imigração mas também sempre temos todos os documentos em mão caso seja solicitado.

Passando a parte burocrática da imigração chega a hora de ir para o hotel, fazer check in, deixar as malas e rodar a cidade!

Observação sobre a imigração: Cada vez mais os Brasileiros tem sido impedidos de entrar nos países e os índices de deportação aumentaram consideravelmente. Para evitar qualquer contratempo e dor de cabeça a gente sempre faz o seguinte:

  • Temos um seguro saúde válido durante o período da viagem (e andamos com uma versão impressa da apólice e coberturas)
  • Todos os vouchers de hotéis e reservas também impressos e em ordem cronológica
  • Tickets eletrônicos de passeios que já compramos no Brasil ou de atrações que reservamos antecipadamente
  • Um mini roteiro com locais que vamos visitar
  • Cartão de crédito com limite disponível
  • Dinheiro (ATENÇÃO: Caso o passageiro tenha mais de USD 10mil é obrigado a declarar na entrada! Casal pode levar por exemplo USD 6mil cada que não tem problema – mas cada um tem que estar com sua quantia. Tudo em uma bolsa só caracteriza dinheiro de apenas uma pessoa)
  • Voucher/Passagem de volta dentro do prazo máximo permitido

Com isso a gente mostra para os oficiais que estamos lá apenas para conhecer, passear e gastar dinheiro e dessa forma somos bem vindos. Uma outra dica é nunca mentir na imigração. Se vai ficar hospedado na casa de alguém peça uma carta convite para essa pessoa e se questionado pelo agente de imigração fale a verdade e mostre a carta.

Do JFK para Manhattan dá para ir de táxi, uber ou de metrô. O táxi não é barato e a gente optou pelo metrô e tem um motivo que não é financeiro: o trânsito de Manhattan é bem ruim e a viagem de carro podem demorar mais do que a de metrô. Também tinha um segundo detalhe: nosso hotel estava a um quarteirão do metrô e não era necessário fazer baldeação (foi uma escolha já pensando nesse deslocamento). Nova Iorque tem uma grande linha de metrô que cobre muito bem a cidade e para nós faz muito mais sentido usar essa estrutura do que andar de carro (mas conversando com outros viajantes alguns nem cogitam sair do aeroporto de metrô porque não se sentem confortáveis levando mala). Ok, é uma decisão pessoal….. a gente não liga e já começa a curtir a cidade nesse “passeio” até o hotel.

Ligação entre Air train – Metrô

Logo depois de pegar a mala na esteira procure as placas “Air Train JFK“. Esse trem de superfície faz a interligação entre os terminais do aeroporto e o metrô (ele é pago, então já deixe separado um pouco de dólares para comprar o ticket. O custo é de USD 5 e como tem que usar o Metrocard para entrar (equivalente deles para nosso bilhete único – para quem é de SP) já é possível comprar o cartão para usar o metrô nos deslocamentos diários. Tem terminal eletrônico para a compra (insere notas de dólar para comprar – tenha notas menores para isso) mas a banca de jornal que fica ao lado da catraca de acesso também vende “avulso”. A passagem de metrô custa USD 3 e a de ônibus USD 2,75 – o Metrocard tem um custo de USD 1 então é muito mais interessante recarregar ele se for necessário. Existe também a opção de comprar o uso ilimitado por 7 dias por USD 33 e o de 30 dias por USD 127 ( mas não existe uma opção 15 dias). Quem tem mais de 65 anos ou é portador de necessidade especial paga metade desse valor. Se pretende fazer deslocamentos de metrô a opção “ilimitado” é muito vantajosa.

Metrô de NYC

Parte 2 – Hospedagem – aonde ficar

A gente vai falar sobre hospedagem em NY e ela pode ser em hotel, hostel e Airbnb para quem quer ou precisa gastar menos. Vamos começar sobre aonde ficar já que isso acaba sendo importante no custo final. Mais uma vez vamos evitar nomear hotéis porque isso é muito pessoal e os sites de busca de hospedagem fornecem uma experiência melhor por mostrar preços, disponibilidades e avaliações recentes dos usuários.

Quando a gente fala de Nova Iorque existe uma enorme confusão….. Primeiro que a “ilha” de Manhattan que é onde fica o Central Park, Empire States, Rockfeller Center, Times Square, Broadway, etc na verdade não é uma ilha. Brooklin e Queens que ficam em uma ilha (a conhecida Long Island) e é muito comum falar em Nova Iorque mas estar se referindo a Manhattan. Enfim, apenas uma curiosidade sobre a confusão normal que existe só para descontrair.

É claro que quem quer conhecer a enorme lista de atrações da cidade a melhor opção é ficar em Manhattan mesmo. Poupa tempo de deslocamento e o movimento da cidade instiga a fazer cada vez mais coisas.

Quem gosta de agito é legal ficar perto da Times Square e Broadway. São ruas com muito movimento de pessoas, opções de bares e restaurantes, comércio em geral e ainda fica próximo de alguns bons pontos turísticos (Rockfeller, Central Park, Quinta avenida, Carnegie Hall, Madame Tussauds, Chrysler Building, catedral de St. Patrick, etc). Quem quer ficar mais colado no Central Park pode optar pelo “Upper West Side” que fica próximo do Museu de História Natural. Se quer algo mais tranquilo mesmo, com ruas um pouco arborizadas e prédios mais baixos o Greenwich Village é uma excelente escolha e ainda fica perto de locais como o Chelsea Market, o parque elevado High Line, o prédio (fachada) que sempre aparece no seriado Friends e o edifício Flatiron. Como “bônus” está do lado do SOHO que é outro bairro legal de Manhattan Opções não faltam!

Chelsea Market
Fachada do prédio do seriado Friends

Se custo for um problema pode cogitar a hospedagem no Brooklyn que é mais barato que ficar em Manhattan mas tem o inconveniente de sempre perder um bom tempo nos deslocamentos (e no horário de pico o metrô é realmente cheio).

Nossa opção foi ficar próximo da Times Square justamente pelo movimento e proximidade com muitas coisas que queríamos fazer e visitar. E foi excelente porque a gente saía para jantar sempre depois das 23h e o movimento era grande ainda.

Times Square e seus famosos anúncios luminosos

Enfim, a ilha que não é ilha chamada Manhattan não parece tão grande (ainda mais olhando pelo Google Maps). Mas quando a gente está lá andando pelas ruas percebe que as horas e os dias passam muito rápido porque a quantidade de coisas para fazer e visitar é enorme! A gente vai falar no próximo post sobre algumas atrações da cidade e como otimizar melhor o roteiro para aproveitar ao máximo cada minuto na cidade.

E justamente por isso para a primeira vez a gente recomenda pela menos 7 dias na Big Apple. Entre 10 e 14 dias é o ideal e permite conhecer mais e melhor da cidade que nunca dorme. E claro que se o orçamento e tempo permitem estender para 20 a 30 dias o passeio a lista de atrações e locais para visitar aumenta exponencialmente.

No próximo post vamos falar um pouco mais sobre as atrações da cidade, valores, forma de economizar e otimizar o roteiro e o que a gente gostou e aquelas que a gente não curtiu tanto.

OBS: As marcas e empresas mencionadas no post são propriedade de seus respectivos donos/acionistas. Não recebemos nenhum tipo de incentivo das marcas para escrever e nossas opiniões vem de experiência pessoal, que podem ser muito diferentes de outras pessoas. Também não temos como garantir que os valores aqui apresentados sejam os mesmos que o viajante vá encontrar.

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