Moorea: o segundo destino da Polinésia Francesa depois de Bora Bora

Olá !

A gente já falou sobre como chegar na Polinésia Francesa, sobre o trajeto entre as ilhas e também sobre a ilha paradisíaca de Bora Bora mas não podemos deixar de fora da viagem uma estadia em Moorea, que também tem muito a oferecer ao turista. Embarque com a gente em mais esse destino cheio de belezas naturais e resorts incríveis.

Chegada em Moorea

O Aeroporto de Moorea é um pouco maior que o de Bora Bora (pouco mesmo) mas fica na ilha, então o transfer para o hotel é feito com um carro (ou van) e o esquema de retirada das malas é o mesmo do aeroporto de Bora Bora: com prateleiras (nada de esteira; deixe o luxo para o resort… kkk ).

A ilha de Moorea é maior que a de Bora Bora, por isso agendar o transfer e saber o valor é recomendado. Para ter uma idéia, nossa hospedagem foi no Intercontinental que fica a uns 30 minutos de carro do aeroporto.  Se nossa opção fosse pegar um táxi no aeroporto o custo seria aproximadamente USD 68, mas agendamos o transfer pelo hotel e pagamos USD 40 o casal (existe uma lei local que o hotel não pode ter o serviço de transfer, por isso todos são terceirizados). Para agendar mandamos um email para o hotel com os dados de nossa hospedagem e voo e chegando no aeroporto já tinha uma pessoa nos esperando com uma placa.

Aeroporto de Moorea

Aonde ficar / Hospedagem

Nós optamos por ficar no hotel Intercontinental que fica bem distante do aeroporto. A opção pelo Intercontinental em Moorea levou em conta vários fatores, mas o principal é que não iriamos ficar em um bangalô sobre a água (porque é caro demais e já tínhamos feito isso em Bora Bora). Claro que se a gente tivesse milhões na conta teria optado pelo bangalô logo de cara em Moorea, mas como não é o caso…rs.

O primeiro fato que levou a gente a escolher o Intercontinental é que somos membro Ambassador (que é tipo o “cliente vip” da rede IHG – dona da marca Intercontinental). Esse cartão dá um monte de vantagens ao viajante como late check-out/early check-in, mimos de boas vindas (cocktail na recepção e frutas/doces/água no quarto), guichê exclusivo para atendimento, etc. Mas a melhor vantagem do cartão é a possibilidade de um upgrade gratuito do quarto (não é um benefício garantido, mas existe essa possibilidade). Dá para ser membro Ambassador de duas formas: se hospedando várias noites nos hotéis da rede e juntando “pontos” ou comprando o cartão por USD 200 no site do hotel. Nós tivemos que comprar porque eles só contam pontos de hospedagem quando a reserva é feita direto pelo site do hotel (se reservar usando sites como o booking não há  pontuação). Apesar de ser caro no nosso caso valeu muito a pena tanto em Moorea quanto em Papeete, como vocês vão ler mais para a frente.

O segundo fato que levou a gente escolher o hotel foi a estrutura e avaliações positivas.

O terceiro foi que próximo do hotel tinha mercado, restaurante e lojas para ir caminhando.

E o quarto foi o preço, que estava dentro do que buscávamos.

Falando isso, vamos contar um pouco sobre os outros hotéis. Para quem quer ficar bem perto do aeroporto ou quer optar por ficar em um bangalô sobre a água o hotel mais legal para isso é o Sofitel. Está em uma área linda para ficar em bangalô overwater. Outras opções mais parecidas com o Intercontinental para quem não vai de bangalô são os hotéis Hilton ou o Manava Resort.

Visão da praia e do hotel Intercontinental de Moorea

Nossa experiência no Intercontinental

A gente já tinha conversado com o hotel antes pelo email para marcar o transfer e passar nosso número de associado Ambassador. Eles já sabiam o horário da nossa chegada e que “éramos clientes especiais” (ps: parece besteira mas sempre faça isso para aumentar as chances do upgrade de quarto, pois eles podem se programar melhor). Fizemos nossa reserva de um quarto comum, dentro do prédio do hotel e já pensando que poderíamos ganhar o upgrade, pegamos o melhor quarto do prédio porque qualquer upgrade seria para um bangalô (existe bangalô no jardim, na praia e sobre o mar). Chegando no Intercontinental fomos direto no balcão “Ambassador” para o checkin e depois das formalidades de passaporte, assinatura e cartão de crédito a atendente veio com a boa notícia: havíamos conseguido um upgrade cortesia para um bangalô de praia  !!

Pegamos o carrinho de golfe com as malas e fomos para o bangalô e ao abrir a porta veio a surpresa: o quarto era incrível !  Uma sala grande, banheira, deck/terraço e UMA PISCINA ! Sim, havia uma piscina particular em nosso quintal ! Não era grande, mas para quem ia ficar no prédio do hotel estava mais do que perfeito ! A gente estava com bastante fome e as frutas de boas vindas caíram super bem. Nosso bangalô ficava a apenas alguns metros da praia e ao lado da academia (que só iamos para pegar água gelada quando a nossa acabava…kkkk).

Piscina do bangalô do hotel de Moorea

O Intercontinental Moorea é o oposto do Sofitel Private Island Bora Bora: um resort grande, com duas piscinas, prédio de quartos, vários bangalôs e espaço de sobra para caminhar. No hotel também tem duas atrações: um centro de estudos de tartarugas e o Moorea Dolphin Center, onde três golfinhos nascidos em cativeiro são cuidados e servem para estudo, além de ajudarem animais machucados que aparecem. Bom, isso é a teoria. A gente não gosta da exploração animal e coisas no estilo Sea World não entram nos programas de viagem. Gostamos de interagir com os animais na natureza, como foi nadar com arraias e tubarões em Bora Bora. Tentamos obter mais informações sobre o projeto e ver se era realmente de cuidar dos bichos ou apenas mais do mesmo. Mandamos email para o Sea Shepherd, tentamos achar algo no Google ou Greenpeace, mas foi tudo em vão. Optamos por não participar de nada que envolvesse os animais (tem atividades como nadar com eles, a partir de USD 180). Ver os golfinhos gerou um sentimento muito estranho: era uma alegria por ver esse mamífero tão incrível junto com uma tristeza enorme por eles estarem presos (no primeiro dia choramos com essa ambiguidade).

Golfinho no Dolphin Center

Voltando a falar de coisas boas: o hotel tem um bar na piscina que a gente elegeu como nosso point fora do quarto. Do bar dá para ver uma das praias bem onde o sol se põe e desse mesmo bar dá para assistir o show típico (dança e música) praticamente como em um camarote. No dia do show eles fazem um buffet das 19:30 até as 21:30 que custa USD 100 por pessoa. Nós achamos muito caro e decidimos jantar no restaurante (que fica exatamente atrás de onde o show acontece). Também nesse bar tinha uma garrafa de vinho rosé muito boa por USD 27 e o famoso prato de peixe cru com leite de coco e limão por USD 28 que era uma excelente opção (para nós) e a cerveja custava USD 6~8, dependendo da marca.

por do sol visto do bar da piscina
Show de dança e música típica
Jantar no bar da piscina

Nós jantamos duas vezes no restaurante do hotel. Em um jantar o Guto pediu um Entrecôte que estava maravilhoso e custou USD 38 e na nossa última noite pedimos um prato especial que é para duas pessoas e vem com um monte de opção de peixe: cru no leite de coco e limão, sashimi, tipo rosbife e defumado, acompanhado de vários molhos e em uma apresentação toda diferente. Esse prato custou USD 68, que seria basicamente o valor de dois pratos individuais. Vem bastante comida e ficamos satisfeitos (tem também opções de pratos individuais a partir de USD 23).

Entrecotê
Prato especial para duas pessoas

Na frente do hotel tem um restaurante de carnes que pareceu muito bom chamado Holy Steak House (inclusive com preço justo) mas não conseguimos ir nenhuma vez. Saindo do hotel para a direita, depois de uns 10 minutos de caminhada há um mercado e é uma opção para quem quer comprar bebida ou petiscos economizando um pouco. No hotel existem máquinas de gelo próximo dos quartos (vimos 3 delas) e bastava levar o baldinho (que tem no quarto), encher de gelo e usar.

Passeios em Moorea

Moorea (assim como Bora Bora) oferece um monte de tipos diferentes de passeios: tem barco, parasail, salto de paraquedas, ATV, 4×4, etc. A melhor coisa é ver qual o perfil do viajante e verba disponível porque facilmente dá para gastar mais de USD 800 por pessoa em apenas uma atividade! Quando conversar com o hotel pelo email já solicite os passeios disponíveis (eles enviam um PDF com várias opções e é um bom ponto de partida). Existem algumas agências independentes dos hotéis que dá para reservar também, como a Albert Tours.

Em Moorea nossa primeira opção foi alugar a scooter e optamos por um dia inteiro com ela (24h) ao custo de USD 55 (com combustível a parte, que gastamos mais USD 5). Depois que tomamos o café da manhã fomos no Concierge para pedir a locação. Eram 8:30 e marcamos a entrega às 9:30h (eles trazem a scooter de furgão, não precisa ir na locadora). Pegamos uma Peugeot 50cc igual a que alugamos em Bora Bora e saímos para dar a volta na ilha e parar em alguma praia. Já tínhamos visto que próximo do hotel havia uma praia pública chamada Ta’ahiamanu e depois da excelente experiência na Matira Beach de Bora Bora resolvemos arriscar. Na frente da praia tem um estacionamento gratuito, paramos a scooter e fomos sentar na areia. A praia não é tão bonita como esperávamos e logo depois chegou uma excursão de crianças das escolas de Moorea. Resolvemos sair e continuar o passeio, mas dessa vez subindo o morro para chegar no Belvedere (que é um ponto com uma visão legal de parte da ilha). A estrada é sinuosa mas não vimos perigo. Basta estar atento e andar devagar que é bem tranquilo de subir e descer.

Praia pública Ta’ahiamanu

Vista 180 graus do Belvedere

Depois do Belvedere fomos continuar nossa volta na ilha. Nesse ponto Moorea não é tão interessante quanto Bora Bora porque a maior parte do tempo a estrada fica longe do litoral (não muito longe, mas o suficiente para não conseguir ver o mar). São poucos os momentos em que o mar aparece, mas quando isso acontece é lindo e acabamos parando em alguns pontos para fotografar e curtir.

Praia na beira da estrada
Praia na beira da estrada

Existe um mirante próximo ao aeroporto que é excelente para tirar fotos e apreciar a vista. Dele dá para ver um pouco do Sofitel e o mar com suas cores diferentes e logo após o mirante tem a praia pública de Temae. Essa nós gostamos: era mais vazia e bem mais bonita, com água cristalina mais azulada.

Visão do Mirante com o Sofitel ao lado
Praia pública Temae

Já na volta para o hotel nós paramos em uma pequena vila na beira da estrada, porque tinha um centro com lojas e o Guto estava com fome. Fomos em uma lanchonete chamada Caraméline que salvou nossa tarde, já que o horário de almoço tinha terminado e seria praticamente impossível achar um restaurante aberto. Um cheesburguer artesanal tamanho grande resolveu o problema da fome e custou só USD 6,30 (“só” para os padrões de lá).

Outro passeio que fizemos foi o de barco que inclui um pequeno tour pelo mar de Moorea, nadar com tubarões e arraias e um almoço com comida típica em um motu (ilha) particular. Esse passeio nós fechamos com o Albert Tour, não com o hotel.

O passeio começa logo de manhã com um transfer saindo às 8:30h do hotel até o pier do clube Bali Hai. Depois de comprar o passeio que custa USD 70 por pessoa (sim, você só paga o passeio chegando no local) fomos para o pier e embarcamos em um catamarã. Ele sai pela baía e um guia vai contando a história (como o motor do barco faz barulho e o catamarã era grande, em alguns momentos não dava para ouvir direito, mas não foi um problema). Da baía saímos em direção ao mar já com água transparente e vendo o chão, conchas e corais.

Saída da baía

Fomos até o local de nadar com os tubarões (que por acaso era bem perto do hotel Intercontinental). Novamente a experiência foi incrível com tubarões e arraias bem maiores do que vimos em Bora Bora e em maior número.

Tubarões em Moorea
Maclau e sua nova amiga
Arraias e Tubarões

Aproveitando que não fomos o almoço dos tubarões, entramos no barco rumo ao motu para que pudéssemos almoçar. É mais um pequeno trajeto de barco com águas lindas para ver e fotografar.

Vista do barco no passeio

Quando chegamos no motu o guia que chamava Sik fez uma demonstração das várias formas de usar o Pareo (a famosa “canga”, que os polinésios usam bastante – ele usava uma na hora, inclusive). Primeiro em uma mulher e depois em um homem; e claro que para pagar o mico do dia o Guto foi escolhido. Nota pessoal do Guto: Foi bem engraçado e divertido….. Se não é para se divertir, não vale a pena ! kkkkk

Depois eles ensinaram a fazer o tão famoso prato de Tuna (atum) cru com leite de coco e limão e em seguida começou de verdade o almoço com opção de salada, Tuna cru, frango e peixe na brasa com um molho barbecue local que era delicioso ! Nessa hora também começaram a servir bebida:  água, suco e cerveja a vontade (e assim continuou até a hora de ir embora). Considerando que além do passeio ainda tem almoço e open bar, vale muito a pena.

Frango e peixe na brasa

E claro, a vista que se tem do Motu é linda. Uma praia maravilhosa de frente para Moorea, ótima para um mergulho (ainda mais no calor de 30 graus).

Praia do Motu

Com o passeio encerrado subimos no barco e para nossa surpresa ele nos deixou no pier do nosso hotel, poupando ter que pegar transfer para voltar (achamos excelente !).

Onde comer

Moorea tem muitas opções de locais para comer. Normalmente os turistas optam pelo restaurante dos hotéis e resorts, que são muito bons (em geral), mas a experiência de comer em outros locais  para quem gosta de sair do hotel e passear, vale a pena. Nossa recomendação é abrir o Google Maps para ver o que tem próximo do hotel, porque reservar um restaurante longe (a ilha não é pequena) pode significar 45 minutos dentro de um transfer em cada deslocamento.

Já tínhamos feito essa pesquisa antes e estávamos pensando no Holy Steak House como primeira opção, até porque era na frente do Intercontinental. Mas tinha um restaurante que chamou nossa atenção que era o Te Honu Iti, um pequeno restaurante familiar com um deck para jantar apreciando o mar. Como esse restaurante ficava uns 20 minutos de distância do nosso hotel optamos por ir na noite que ficamos com a scooter, para que fosse um passeio completo. O restaurante é meio antagônico porque ele é um ambiente simples mas o cardápio tem um pouco de cozinha mais sofisticada (sem ser gourmet no extremo). O preço não era muito diferente da média que vimos em toda a viagem: entre 25-35 um prato individual. Como o Guto estava pilotando a scooter nós abandonamos a idéia de uma garrafa de vinho e a Maclau pediu apenas uma taça por USD 8. O restaurante estava bem vazio e sentamos na primeira mesa de frente para o mar. Aqui um detalhe interessante: tinham vários tubarões e arraias na frente do deck e como o pessoal do restaurante costuma alimentar os peixes, eles vem para se aproveitar e comer também. É uma diversão a parte.

Na mesa do lado tinha um casal de brasileiros muito simpáticos, acabamos batendo papo e saímos tarde do restaurante. O retorno de scooter para o hotel através da estrada escura foi muito legal !

Deck do restaurante

Em Moorea vários restaurantes também oferecem o transfer gratuito, então ligar para reservar a mesa e o transfer é muito importante.

A ilha de Moorea era nosso penúltimo destino e ainda ficaríamos mais dois dias em Papeete antes de embarcar para a realidade da vida normal. Como comentamos no post sobre os deslocamentos entre as ilhas, para fazer esse trajeto nós optamos pelo ferry (ou balsa) que liga as duas ilhas em aproximadamente 40-45 minutos e custa bem menos que o avião (além de não ter toda a questão de check-in, segurança, raio-x, etc que um aeroporto precisa). Nosso ticket custou USD15 e o embarque é simples, rápido e dá para levar bagagem sem custo.

 

Para quem não acompanhou nosso post sobre como chegar na Polinésia Francesa ou o post sobre Bora Bora, vamos copiar um trecho que é importante:

Moeda

Lá eles usam o Franco Polinésio, mas nos hotéis dá para pagar com Euro ou Dólar.  Nós optamos por trocar parte do dinheiro quando chegamos no aeroporto de Papeete, para fugir da conversão no hotel que normalmente é pior do que na casa de câmbio. Para entender o valor do Franco Polinésio (FP) a melhor coisa é esquecer os dois últimos algarismos e “ler” o número como dólar.

Exemplo: 5000 FP –> 50 dólares

Bem mais fácil que converter direto para Real ou Euro

Melhor época para visitar a Polinésia Francesa e Bora Bora

A Polinésia tem uma vantagem: não há grande variação de temperatura entre o inverno e o verão, por conta da localização próxima do trópico. Então a média de temperatura vai de 22 a 28 graus Celsius no inverno para 24 a 30 graus Celsius no verão. O que realmente muda é a quantidade de chuva: Entre Julho e Setembro é o período mais seco e de Novembro a Março a quantidade de chuva é maior, existindo risco de tempestade (até furacão). A temperatura do mar segue essa média e também fica entre 22 e 26 graus, que é ideal para aproveitar !

 

 

 

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