Fernando de Noronha – Parte 2

No post anterior nós falamos sobre como chegar em Noronha e aonde ficar. Nesse vamos contar sobre os passeios com valor, locais para comer, preços e trilhas, além do ingresso do parque e detalhes do ICMBIO para ajudar na preparação de quem está indo para a ilha.

Passeios em Fernando de Noronha

Existe o passeio básico chamado “Ilha Tour” que é uma volta pela ilha (de carro/pickup) parando nos pontos mais importantes. Como é um passeio que tem vários pontos de parada no final o viajante não fica tempo suficiente em nenhum. Eles vendem esse passeio com o discurso de que “você conhece tudo no primeiro dia e depois decide com embasamento onde ir com calma nos outros dias”. A gente tinha bastante tempo na ilha e não gostamos desse tipo de passeio corrido e por isso descartamos logo de cara.

Existe também o passeio de barco pelo mar de dentro: o barco sai do Porto e vai passando em todas as praias ( Porto, Cachorro, Meio, Conceição, Boldró, Americano, Cacimba, Baía dos Porcos, Sancho e Enseada dos Golfinhos). O barco apenas passa pelas praias, faz a volta na Enseada dos Golfinhos (como é área protegida não é permitido mergulhar/nadar) e alguns passeios param no Sancho para Snorkel. Os passeios custam entre R$150 (barco maior com mais gente) e R$200 (barco menor com menos gente e alguns com almoço incluso). Nós estávamos em 4 pessoas e decidimos tentar um barco só para nós. Conversando na pousada chegamos até o “capitão” Ceará o proprietário do barco “Lua Cheia” (contato: 81-84318695). Fechamos o passeio por R$250 por pessoa já com almoço (peixe grelhado). Ele iria fornecer um cooler com gelo e poderíamos levar nossas bebidas. Tem a enorme vantagem de o barco ser só nosso com total privacidade mas a desvantagem de não poder parar no Sancho para mergulho. Como a gente já tinha ficado um dia todo no Sancho fazendo snorkel essa “desvantagem” não foi um problema. Ele parou o barco em uma área próxima a entrada do porto para mergulhamos e almoçamos. O mar estava um pouco agitado então a visibilidade não era 100%, mas tinha tubarão, arraia, peixes, recife de coral, etc. Foi muito divertido e o peixe na grelha estava excelente! Ele trouxe um peixe inteiro (bem grande….. tão grande que sobrou bastante!) e enquanto a gente mergulhava ele limpou, acendeu a churrasqueira, colocou na grelha e serviu junto com uma salada. Fica a dica para quem quer um passeio mais intimista sem gastar uma fortuna (e comendo muito!)

Passeio de barco

Existe também as trilhas de Noronha e vamos falar um pouco mais a frente porque cada trilha tem uma peculiaridade. Algumas você pode fazer só com agendamento. Outras é necessário que um guia acompanhe o grupo. Mas o pior de tudo é o sistema de agendamento. Só existe um local na ilha para agendar as trilhas e fica no ICMBIO (que fica no Boldró). Sempre tem fila porque algumas trilhas são concorridas e esgotam rapidamente. Ao chegar no ICMBIO tem que retirar uma senha e assistir uma palestra sobre o parque: o que não pode fazer, detalhes das trilhas (para ajudar na escolha), etc. No final da palestra é formada uma fila por ordem das senhas e os agendamentos são liberados. O agendamento é self-service em totens eletrônicos e podem ser realizados para grupos de até 6 pessoas (não precisam estar todos no local). Nossa crítica é que o agendamento deveria ser online ou pelo menos aberto no mesmo período que é para retirar o ingresso (carteira) do parque (vamos falar mais para frente o que é e para que serve o ingresso do PARNAMAR)! Perdemos quase 3h entre senha, palestra, fila, totem…… Nesse dia a gente se programou e estávamos na praia próxima, mas tem que pensar que o custo do táxi ou ônibus para o deslocamento também é necessário.

Projeto Tamar / ICMBIO

Um passeio grátis e interessante é o Forte Nossa Senhora dos Remédios. De lá a vista é excelente e no final do dia o visual é lindo. Tem uma subida íngreme, mas isso em Noronha é o básico em qualquer caminhada.

Forte Nossa Senhora dos Remédios

Vista do Forte

Ingresso PARNANORONHA – o que é e para quê serve ?

Bom, no planejamento final para a viagem de Noronha o turista já sabe que tem a taxa de permanência na ilha. Mas também existe uma segunda “taxa” praticamente obrigatória que é o ingresso do Parnanoronha – Parque Nacional Marinho de Noronha. Esse ingresso permite entrar nas praias e fazer as trilhas que estão localizadas dentro do parque (Atalaia, Sueste, Sancho, Baía dos Golfinhos, Atalaia, etc). Não tem como conhecer Noronha sem ter esse ingresso. Então não adianta: pode preparar o bolso de pagar mais R$106 por pessoa se for Brasileiro ou o dobro no caso de estrangeiro.

Aqui mais um detalhe: todo o processo é feito online através do site do PARNANORONHA e maiores informações sobre as trilhas, praias e locais também no SITE. Depois da compra concluída é emitido um voucher. O viajante tem que imprimir e levar até o posto do ICMBIO que fica no Boldró para pegar a carteirinha que libera o acesso. O legal é que a carteirinha depois fica com o viajante e é uma ótima lembrança. Quem não gosta pode dispensar no aeroporto em uma lixeira especial para reciclagem do plástico.

Trilhas – chegou a hora de falar das trilhas de Noronha

Noronha tem algumas trilhas para que o turista possa fazer. Cada trilha tem uma peculiaridade: algumas precisa reservar, outras a presença de guia é obrigatória, existem trilhas curtas e fáceis, trilhas extensas e que exigem mais preparo físico. Sempre é bom consultar como estão as trilhas porque dependendo das condições elas podem ser fechadas. Sendo sincero com nossos leitores a gente não é “trilheiro” e nem temos condições de enfrentar a trilha do Capim-Açú que dizem demorar 6h no total. Então de cara dispensamos as trilhas mais pesadas ( Capim-Açú e Pontinha-Caieira – essas duas a presença do guia é obrigatória). No dia do agendamento optamos por conhecer Atalaia, que tem a piscina natural aonde é possível fazer flutuação e ver a vida marinha. É uma trilha curta (aproximadamente 30 minutos de caminhada) e chegando na piscina você pode ficar mais 30 minutos de snorkel admirando tudo. O lugar é lindo demais e a piscina natural simplesmente incrível. Um passeio que vale muito a pena !

No final não tivemos tempo para agendar a segunda trilha mas não sofremos com isso. Como nosso negócio é praia e mar o fato de termos explorado muito a ilha já valeu a pena. Mas em conversas com moradores e guias descobrimos que a trilha Capim-Açú é um sacrifício que vale a pena. Quem sabe na próxima visita a gente faça……

Restaurantes, bares e mercados

A gente falou sobre onde ficar e como nossa primeira parte da viagem foi na Vila dos Remédios vamos começar por ela. Ficar na Vila dos Remédios significa ter mercado próximo para comprar bebidas e petiscos e economizar bastante nisso. Também tem um monte de restaurantes variados: de hambúrguer artesanal por R$35 a camarão na moranga por R$180.

Camarão na Moranga

Quem gosta de agito e música ao vivo também não fica desapontado. O mais famoso é o “Bar do Cachorro” que fica obviamente na praia do Cachorro. De noite rola forró, música ao vivo, pista de dança, etc. Bem no centro tem o Ginga Bar que tem música ao vivo mais eclética: toca de Caetano a Anitta.

Dos restaurantes que a gente foi vamos destacar alguns. O primeiro é o Flamboyant Rock e como o nome diz, é mais rock and roll com discos de vinil na decoração, poster de bandas como Pink Floyd, etc. É um restaurante com preço justo (para os padrões de Noronha, claro), bom atendimento e como ficava muito perto da nossa pousada nos dias em que estávamos acabados de andar, nadar e explorar era uma boa opção para sentar tranquilo e jantar.

Restaurante Flamboyant na Vila dos Remédios

Cardápio do Flamboyant

Bem próximo – do outro lado da rua – tem o restaurante São Miguel. Eles tem uma opção de área externa que as mesas ficam embaixo de omblerones. É um pouco mais caro que o Flamboyant, mas pouco mesmo. A comida também é boa e o ambiente agradável.

Restaurante São Miguel

Subindo a avenida em direção a BR no lado direito fica Burgueria Artesanal com sanduíches na faixa dos R$35-45

Um pouco mais para cima tem o famoso restaurante Xica da Silva. De cara já se percebe que é mais “descolado”. Em todos os dia estava cheio e com fila de espera. A comida é muito boa e o preço não difere muito do Flamboyant ou São Miguel. Aqui eles vem na mesa cantar parabéns e o aniversariante ganha uma sobremesa. A Maclau morreu de vergonha do mico do parabéns mas a gente se divertiu. Abaixo, o menu do Xica:

Mas nossa experiência mais legal de jantar foi no Cacimba Bistrô. Nesse dias nós fomos decididos a jantar no restaurante O Pico. O Guto tinha assistido um programa que contava a história do chef e a curiosidade estava atiçada. Mas chegando lá ficamos desapontados com o cardápio. Não pelo preço, quer era condizente com o local e com o que estávamos esperando. Mas as opções não agradaram e decidimos procurar outro restaurante. O Cacimba fica próximo e enquanto a Maclau fumava um cigarro eu (Guto) entrei para ver o cardápio. Aí o rapaz do restaurante me fala: “a gente tem mesa na varanda, no salão e no lounge”. Aí bateu aquela curiosidade: quero ver o lounge. E assim que a gente viu o que era o “tal lounge” decidimos ficar na mesma hora.O lugar era excelente, a comida fantástica e o atendimento foi muito atencioso! Ficamos a céu aberto, olhando a lua cheia e aproveitando cada minuto.

“Lounge” do Cacimba Bistrô

A gente chegou a passar também no restaurante da Pousada Maravilha. Ele tem um visual incrível de dia e é aberto ao público, mas a preferência é claro que são os hóspedes. Se quiser experimentar aconselhamos a reservar antes para ficar com a melhor vista. De noite não achamos que vale a pena já que o principal atrativo que é o visual estaria prejudicado.

Nosso último jantar foi justamente na pousada ao lado: Solar dos Ventos. E aqui vai um elogio para o atendimento de todos no local. Passamos na hora do almoço para conhecer o restaurante, que confessamos não atraiu muito até que nos mostraram o “lounge” (sim, mais uma vez o lounge foi o diferencial!). É um local que fica fora do restaurante, na frente de um campo gramado, com uma privacidade um pouco maior porque a área é pequena. Reservamos o jantar e ao chegar estava tudo arrumado e inclusive com um som rolando. Gostamos tanto que o restaurante fechou e continuamos por bastante tempo por lá.

Pousada Solar dos Ventos – frente do lounge

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