Papeete – A ilha principal do Taiti (Tahiti)

Olá a todos ! Depois de uma breve pausa nos posts nós voltamos com as últimas dicas sobre a Polinésia Francesa.

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Hoje vamos falar sobre Papeete que é a ilha aonde os voos internacionais chegam e no final vocês podem decidir se vale a pena ficar ou não lá durante a viagem. Vamos dividir esse post em duas partes: “chegando em Papeete” quando desembarcamos na ilha e “despedida de Papeete” sobre nossa hospedagem antes de ir embora.

Parte I – Chegando em Papeete

Quando começamos a planejar nossa viagem tivemos opiniões muito diferentes sobre Papeete: alguns diziam para conhecer enquanto outros simplesmente eram enfáticos em afirmar que não vale a visita. Mas nós tínhamos uma vantagem que era o tempo total de estadia: ficaríamos duas semanas na Polinésia e a maior parte do que líamos eram de opiniões sobre 7 a 10 dias de viagem. Isso acabou facilitando a decisão de ficar na ilha na chegada a Polinésia e antes de se despedir do paraíso. E vamos contar o que pesou: a viagem é demorada e cansativa. Quem acompanhou o post “Como chegar na Polinésia Francesa” percebeu que a conexão e o tempo de voo (junto com o fuso horário) acabam por cansar bastante os viajantes e nosso roteiro tinha como segunda ilha para conhecer a famosa Bora Bora (no incrível bangalô sobre a água!!). E para complicar ainda mais, o voo internacional chega de madrugada em Papeete. Então optar por ficar dois dias na ilha principal significava chegar em Bora Bora totalmente descansado e pronto para a aventura! E foi exatamente o que fizemos.

Nós chegamos em Papeete pelo aeroporto de Faa´a na madrugada e super cansados do voo (O aeroporto é pequeno mas charmoso). A gente desceu na pista e caminhamos até a área de desembarque/esteira das malas, mas ao entrar no pequeno prédio do aeroporto tinha uma dançarina e dois músicos para receber os turistas: um charme a mais e uma prévia do quanto a gente ia amar tudo!

Dançarina e músicos no aeroporto
Escultura no aeroporto
Área de desembarque/Esteiras de bagagem

A imigração foi rápida mesmo com o voo sendo grande e com bastante passageiro. Perguntaram quanto tempo íamos ficar no Taiti e aonde iríamos mas não pediram para ver passagem, voucher de hotel ou dinheiro. Foram educados e na sequência veio o carimbo do visto no passaporte (que vamos guardar com muito carinho).

Saindo da imigração do lado esquerdo fica um pequeno e caro freeshop. Passamos para olhar se valeria a pena comprar alguma coisa mas achamos tudo muito caro. O Guto tinha comprado uma garrafa de Black Label no avião por USD 42 e foi uma decisão acertada porque estava mais de USD 55 na loja. Junto do freeshop tem a esteira para retirar a bagagem e os carrinhos e logo na sequência a porta de saída.

Já tínhamos informações de que era fácil conseguir táxi para o hotel e optamos por não marcar transfer. Pegamos as malas e fomos para a área dos táxis e logo fomos atendidos por um taxista muito simpatico e a corrida de USD 28 nos loevou ao nosso hotel que era o Marara. Optamos por ficar nesse hotel porque era relativamente perto do aeroporto, tinha uma boa estrutura e o custo benefício compensou. Fizemos o checkin, deixamos as coisas no quarto (que era bem próximo da recepção) e fomos fazer um tour de reconhecimento. A piscina de borda infinita é linda mesmo a noite e ainda não conseguíamos parar de pensar : “estamos na Polinésia! Uhu !!”. Já eram quase 3 da madrugada e estávamos bem cansados mas com vontade de acordar cedo para aproveitar o dia e por isso resolvemos ir dormir.

Lobby do hotel
Quarto
Banheiro do quarto
Praia artificial da piscina com borda infinita

No dia seguinte (na verdade apenas poucas horas depois) nós acordamos e fomos tomar café da manhã no hotel. Não tínhamos o café incluso na diária e por isso custou USD 35 por pessoa. Caro para os padrões brasileiros mas “normal” nos hotéis da Polinésia. Era um bom café da manhã, com opções de pães, cereal matinal, leite, café, chá inglês, frutas, panqueca, waffles e iogurtes. Sentamos em uma mesa no terraço com vista para o jardim aonde os passarinhos eram nossas companhias.

Mesa do café

Depois do café fomos para a piscina de borda infinita. Nosso hotel não tinha uma praia de verdade mas a vista era incrível e o efeito de junção da piscina com o mar dava um charme a mais. Depois de um tempo curtindo o sol resolvemos experimentar a cerveja deles. A marca local é a Hinano e existem 3 tipos de cerveja: Hinano (a normal), Gold e Ambrée ( que foi a que mais gostamos e óbvio que era a mais cara das 3……rs). A cerveja no hotel custava entre USD 6 (Hinano normal) e USD 8 (a Ambrée).

Hinano Ambrée – de fundo a piscina e o mar
Vista da piscina de borda infinita com Moorea ao fundo

Papeete (assim como as outras ilhas mais turísticas) tem vários passeios para o turista: explorar a ilha de 4×4, snorkel, catamarã, mergulho autônomo, etc. Nós já tínhamos visto sobre a região do nosso hotel e optamos em andar a pé para tentar conhecer um pouco mais sobre o local e ter a oportunidade de de falar com alguém sem ser o guia. Saímos do nosso hotel para a direita e caminhamos em uma rua que era um pouco movimentada mas ainda simples, contrastando com o luxo dos hotéis. Fazia muito calor e logo achamos um mercado para explorar. A gente gosta de entrar nos mercados para ver os produtos que tem, as diferenças e claro, comprar alguma coisa. Acabamos comprando mais cerveja: optamos pela Hinano Gold já que não tinha a Ambrée gelada ( “apenas” USD 2,80 cada). Compramos também uma bolacha Oreo que não tem por aqui (USD 2,90) salgadinho e um cup noodles (USD 1,75) para alguma “emergência”. Na nossa caminhada a gente notou que existem vários acessos da rua até o mar. Normalmente não dá em uma praia, mas pelo menos toda hora o mar aparecia mesmo que timidamente para a gente. Quando estávamos cansados de andar e o calor batendo forte resolvemos voltar e tentar achar um lugar para almoçar. Tínhamos passado por alguns locais legais e pensamos nas opções. Mas aprendemos uma coisa que não sabíamos sobre a Polinésia: os restaurantes encerram o almoço no máximo às 14:30h ( e já era 14:45h). Tivemos a certeza que não teríamos condições de almoçar na rua e como solução poderíamos comer algo comprado no mercado ou pedir no quarto. Optamos pelo mercado e aproveitamos para experimentar a cerveja artesanal local chamada “Tiaporo” no estilo IPA, mais forte e com IBU alto e que era muito boa! Aproveitamos que já era perto do hotel e achamos um restaurante com deck (bem charmoso, por sinal) que dava para reservar o jantar (e assim fizemos!).

Correios
Passagem para a “praia”
Ponto de ônibus
Cerveja artesanal !

Voltamos para o hotel para “almoçar”: lembram do Cup Noodles que compramos? Foi o que salvou o nosso almoço! Na sequência fomos curtir um incrível por do sol na piscina, completamente exaustos de andar no calor e ainda sob o efeito do jet lag.  O sol se põe exatamente atrás das montanhas da ilha de Moorea e junto com a piscina de borda infinita fica um fusão de água, reflexo e cores!

Por do sol na piscina

Depois que sol deu tchau, fomos para o quarto tomar banho e descansar um pouco antes de sair para jantar. E aí uma situação engraçada (pode ler “tragicômica” que reflete mais a verdade) aconteceu: nós dois acabamos dormindo sem colocar o despertador.  Acordamos às 23:30 já sabendo que também perdemos o jantar. Em nosso primeiro dia na Polinésia a gente estava enfrentando uma dificuldade enorme em conseguir ir para um restaurante comer (risos) !! Mesmo com tudo isso as experiências e os momentos estavam incríveis e não foi um problema. Resolvemos de uma forma simples e rápida: Cup Noodles (vamos acabar pedindo patrocínio deles) ! No dia seguinte a gente embarcava para Bora Bora e tínhamos que fazer checkout no hotel, ir para o aeroporto, despachar mala, etc e comer rápido e descansar era necessário.

Colocamos 2.834 despertadores para não perder a hora de ir para Bora Bora. Acordamos, rapidamente fizemos checkout e decidimos tomar café no Aeroporto. Pedimos para o hotel chamar um táxi que levasse a gente (o custo do trajeto era USD 22 – um pouco mais barato que a ida porque não era de madrugada).  Nosso táxi chegou e fomos embora com a motorista que era espanhola e estava morando em Papeete já a alguns anos. Ela deixou a gente na área próxima ao despacho de bagagem e alguns segundos depois ela volta chamando a gente e com o celular na mão: era da recepção do hotel e queriam falar com a gente. O Guto começou a conversar com eles e então veio o choque: ele havia deixado no lobby do hotel a mochila com notebook, câmera, GoPro e o passaporte!! Depois do primeiro momento de pânico veio o alívio e como tínhamos saído com tempo e o hotel era próximo dava tranquilo para ir “resgatar” a mochila. O Guto foi com o táxi e em menos de 20 minutos estava de volta com USD 38 a menos na carteira por conta do duplo trajeto (ela ainda fez um desconto porque seriam USD 44!!! ), Mas saiu barato pela honestidade e proatividade do hotel. Já estávamos apaixonados pela Polinésia e só fez nosso coração saber que essa seria definitivamente a viagem dos nossos sonhos.

Com USD 22 (o total pelos dois) nós tomamos um café da manhã no aeroporto (croissant, café espresso, pão) e embarcamos rumo a tão desejada Bora Bora !

 

Parte II – despedida de Papeete

Da mesma forma que ficamos hospedados em Papeete quando chegamos a opção em ficar um pouco na ilha antes de ir embora entrou nos nossos planos. Isso evita que o viajante tenha que ficar no aeroporto com mala esperando a hora de embarcar (o voo sai de madrugada, mas o checkout do hotel é no máximo até as 16h). O hotel escolhido foi o Intercontinental que é bem próximo do aeroporto e por conta do cartão Ambassador poderíamos tentar alguns benefícios (tem mais detalhes do cartão no post sobre Moorea). Chegamos e a recepção estava bem movimentada e não tinha uma fila especial para os portadores do cartão, mas não demorou muito para iniciar o checkin. Recebemos nosso drink especial de boas vindas e um duplo upgrade de quarto: uma suíte com banheira e terraço com vista para o mar! Um bônus nos “brindes” foi um voucher com 50% de desconto no café da manhã que não estava incluso na diária (no Intercontinental o café custa USD 40 por pessoa normalmente). O hotel é grande e tem uma estrutura de quartos mais na vertical. Ficamos em um dos prédios na frente da segunda piscina (que tinha um bar molhado). Como a gente veio de Moorea de balsa o sol já estava indo embora e decidimos fazer um pequeno tour no hotel antes de ir tomar banho e jantar.

Vista do bar próximo a recepção
Nosso quarto
Amenities de boas vindas

Depois de comer muito peixe em todos os locais a gente resolver pedir uma pizza no restaurante. A área da cozinha é semi-aberta e dá para acompanhar os chefs preparando tudo. Esse hotel era mais caro que o que estávamos acostumado e a pizza para dois saiu por USD 35 (é um pouco maior que o tamanho “brotinho” que temos em SP). Apesar de cara a pizza estava deliciosa e foi uma grata surpresa.

Pizza de jantar

No dia seguinte acordamos e fomos tomar café da manhã aproveitando o “bônus” do cartão. O buffet tinha muita variedade de tudo: pães, geléias, ovos (mexido, cozido, omelete), bacon, salsicha, frutas, cereais, etc. O atendimento foi sempre simpático e atencioso sem ser chato e invasivo.  Saímos da mesa do café para curtir o hotel. Não optamos por fazer passeios com guia em Papeete por alguns motivos mas principalmente porque tínhamos pouco tempo disponível e outros planos que vocês já vão descobrir.

O hotel era muito bonito e agradável. Fomos para a beira do Lagoonarium e achamos um canto sossegado para tomar um sol. O Lagoonarium fica logo atrás da piscina principal e é uma piscina/praia com água salgada (praticamente um braço do mar). Ficamos até o sol estar forte demais, que seria a hora de ir passear.

Uma das piscinas com bar molhado no fundo
Panorâmica da piscina com a ilha no meio
Lagoonarium

A Maclau queria conhecer o Mercado Central de Papeete e comprar umas lembrancinhas. Pegamos um táxi no hotel para levar a gente até lá (custou USD 18). O mercado tem de tudo: peixe, fruta e lembranças em geral. E no lado de fora tem um monte de banquinhas com mais opção: artesanato, roupas, etc. Depois de um tempo procurando, pesquisando e comprando a gente foi no mezanino para comer. Tinha um restaurante e pedimos um prato de peixe cru e uma jarra de Hinano para acompanhar (tudo deu USD 32)

Mercadão
Mercadão
Jarra de Hinano

Voltamos para o hotel já no fim do dia e pegamos “um pouco de trânsito” para sair do centro de Papeete. Para um casal de Paulistas foi bem rápido…..  mas engraçado porque jamais esperávamos pegar trânsito na Polinésia.

Acompanhamos o por do sol do nosso terraço maravilhados com a beleza desse lugar que não cansou de nos deixar boquiabertos durante toda a viagem.

Por do sol do terraço do quarto

Essa seria nossa última noite no paraíso e fomos jantar no restaurante perto da piscina. O Guto pediu um sashimi com molho e a Maclau optou pelo último peixe no coco da viagem. Para fechar o jantar um delicioso crème brûlée. Aqui um parênteses para contar um acontecimento que a gente gostou: nosso garçom veio, tirou os pedidos e agradecemos com “Maruru” (que é Obrigado em polinésio). O garço estava saindo, deu meia volta e veio até a beira da mesa falar : “Posso contar uma coisa? Vocês estão falando certinho polinésio, com o sotaque ótimo. Obrigado por se interessarem em aprender”. Nós gostamos muito da forma como ele falou e ainda brincamos com mais meia dúzia de palavras que aprendemos.  Como sempre a experiência positiva com as pessoas superou qualquer expectativa que tínhamos e marcou muito nessa viagem.

Prato de peixe cru da Maclau
Prato do Guto
Sobremesa do Guto

E depois de 14 dias no paraíso vivendo experiências incríveis, nadando em mares maravilhosos, conhecendo locais dignos de filme e conversando com Polinésios simpáticos e acolhedores a hora de volta para casa chegou.

Arrumamos as malas e fomos para o aeroporto com a certeza de que foi uma viagem absolutamente inesquecível e que sempre vamos pensar em voltar !!!

Obrigado por acompanhar nossa viagem!

 

Guto e Maclau

 

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