Olá ! Depois de nossos posts sobre a Polinésia Francesa (Bora Bora, Moorea e Papeete) a gente recebeu mensagens pedindo mais dicas sobre destinos paradisíacos e como acabamos de voltar de Noronha seria natural que esse fosse nosso post de hoje.

Então vamos lá conversar sobre essa ilha cheia de belezas naturais!

Morro Dois Imãos, o cartão de visitas de Fernando de Noronha

Como chegar em Fernando de Noronha

Se você (assim como nós) não é um feliz proprietário de um veleiro oceânico ou um jato particular a forma mais comum para chegar em Noronha é por avião saindo de Natal ou Recife. Não existe voo direto de SP ou Rio para Noronha então a “escala” é obrigatória. Azul e Gol são duas aéreas que fazem o trajeto até o pequeno aeroporto de Noronha. Então você pode mesclar trechos de acordo com sua cidade de origem e valor de passagem. Nós optamos por pegar a passagem com milha por conta de uma promoção (fazendo as contas valia mais a pena do que comprar com dinheiro). Aqui um detalhe importante: não existe torre de controle em Noronha e o aeroporto é simples. Então em caso de tempo ruim eles fecham o aeroporto e cancelam todos os pousos e decolagens. Leve isso em conta na hora de programar a viagem. Nós não tivemos problema mas ouvimos vários relatos conversando com os moradores e taxistas. Existe até um “hotel de trânsito” para hospedar os passageiros nesses casos.

Chegando em Fernando de Noronha

Para quem leu sobre a chegada em Bora Bora aqui a mesma dica é válida: sente do lado esquerdo do avião! Isso porque quando ele se aproxima de Fernando de Noronha, faz uma volta na ilha. O viajante ganha um tour aéreo para aguçar a vontade de explorar tudo. Se tiver sorte e o vento ajudar o pouso é feito passando em cima da Praia do Sancho e com uma visão privilegiada do Morro Dois Irmãos e da praia Cacimba do Padre (um dos cartões postais de Noronha).

Claro que o desembarque é na pista do aeroporto e após uma pequena caminhada já está na área interna onde é feita a triagem com relação a taxa de permanência. Para quem não sabe Fernando de Noronha cobra uma taxa do turista por cada dia de permanência na ilha ( a taxa inclusive chama TPA – Taxa de Preservação Ambiental ). Essa taxa pode ser paga no desembarque ou antecipadamente pelo site oficial. Para emitir a guia da taxa o viajante tem que preencher os dados pessoais e de hospedagem. Nossa recomendação é emitir a guia, pagar e imprimir tudo antes de iniciar a viagem porque no desembarque a fila para quem ja pagou é menor e mais ágil. Junto com a guia de pagamento tem o formulário de migração (parecido com viagens internacionais, com dados do passageiro) e check-in e check-out da pousada. Então o viajante vai ter uma coleção de papéis ao chegar em Noronha :

-Guia TPA

-Comprovante de pagamento da guia TPA

-Formulário de migração

-Check-in

-Check-out

O formulário de check-in é apresentado na catraca que existe antes de chegar na esteira de bagagem e libera o “acesso” a ilha e inicia o “tempo de permanência”. Esse formulário tem que entregar na hora do check-in na pousada ou hotel. O formulário de check-out tem que guardar e no dia de ir embora logo após despachar as malas tem que passar no guichê para validar a saída da ilha (e pagar a diferença da taxa em dobro se ficou mais dias do que o previsto inicialmente).

Nossa pousada tinha o transfer gratuito e estavam esperando a gente com uma placa. Quem fez o transfer foi a agência de turismo “Primeiríssima” e durante o percurso entre o aeroporto e a pousada uma guia foi dando sugestões e dicas sobre a ilha (e sobre os passeios que eles ofereciam, claro).

Aeroporto de Noronha
Vista da janela do avião: praia Cacimba do Padre e Morro Dois Irmãos

Onde ficar em Fernando de Noronha

Quando começamos a planejar nossa viagem para Noronha veio a dúvida que todo viajante tem : aonde se hospedar? Na Vila dos Remédios ? Sueste ? Vila do Trinta?

Apesar de Noronha ser uma ilha pequena nos últimos anos a quantidade de pousadas cresceu em número e diversidade. Então existe desde a hospedaria na casa do morador até uma pousada super chique ( recém inaugurada ) com piscina particular na varanda do quarto. Tem também as pousadas dos famosos como a do Bruno Gagliasso/Gio Ewbank e a do Luciano Huck que vamos falar mais a frente (PS: não vimos nenhum deles na ilha…..kkkk. De famoso só encontramos com o Gabriel Medina por conta do campeonato de surf).

Nós dividimos nossa hospedagem em duas partes: no início da viagem ficamos na Vila dos Remédios e nos últimos dias fomos para a Sueste. Escolhemos iniciar a viagem pela Vila dos Remédios por conta da estrutura. É o bairro principal de Noronha para o turista: opções diversas de restaurantes, bares, mercado, farmácia, lojas etc. Isso iria facilitar nosso deslocamento e economizaria um $ no táxi. Como também seria o início da nossa viagem nós consideramos que chegar em um lugar com mais estrutura e ir conhecendo a ilha ao poucos iria facilitar nossa vida. E acertamos na decisão já que o ônibus circular estava demorando muito e muitas vezes vinha tão cheio que nem parava nos pontos (segundo os moradores apenas um ônibus estava funcionando – os outros quebraram).

Ficar na Vila dos Remédios significa ir a pé para a praia do Cachorro, do Meio, da Conceição, Forte dos Remédios e até para o Porto e Buraco da Raquel esses dois envolvem uma caminhada maior). Frequentar restaurante também é mais fácil e opções não faltam. Considerando o custo do táxi de quem está fora do centro para ir jantar a conta pode ficar salgada e não compensar. Tem que levar também em consideração que a Vila é mais agitada com movimento de carros e motos, pessoas e música ao vivo em alguns locais. Quem procura o sossego total pode se sentir incomodado e talvez uma pousada isolada faça mais sentido.

Na segunda parte da viagem a nossa opção foi ficar no Sueste por ser o lado oposto da ilha e abrir possibilidade de explorar outras coisas. Nossa pousada nesse caso era próxima da praia Sueste (uma pequena caminhada apenas) e da Leão (uma caminhada um pouco maior mas uma praia de beleza incrível!). Nesse caso estávamos longe de mercados e do agito e as duas únicas opções para almoço e jantar ficavam na frente da nossa pousada. Uma era a pousada Solar dos Ventos e a outra era a Pousada Maravilha (a do Luciano Huck).

Vila dos Remédios

Como se locomover em Noronha

Basicamente existem 3 opções para se locomover em Noronha: alugar um bugue ou moto, pegar o ônibus ou chamar um táxi. O bugue custa entre R$280 e R$350 por dia (mais R$7 o litro da gasolina) e moto fica entre R$120 e R$160. Os preços variam dependendo da época do ano e quantidade de dias que vai ficar.

O ônibus é outra opção. Ele demora um pouco para passar (pelo menos 30 minutos) e corre o risco dele vir cheio e não parar. Mas é uma excelente forma de economizar. Aqui um detalhe importante: pegar o ônibus para ir nas praias significa descer no ponto e ter que caminhar bastante na maioria das vezes.

Táxi para nós foi uma opção viável. Estávamos a maior parte do tempo em dois casais e dividir a corrida deixava o valor vantajoso. Os preços são tabelados e não há taxímetro. Você tem que ligar na central de táxi (que fica na Vila dos Remédios) e solicitar um. Eles informam o número do táxi que vai te atender, então fique atento. Ah, pagamento só em dinheiro (nada de cartão)


Tabela com preço do táxi e telefone





Passeios em Fernando de Noronha

Existe o passeio básico chamado “Ilha Tour” que é uma volta pela ilha (de carro/pickup) parando nos pontos mais importantes. Como é um passeio que tem vários pontos de parada no final o viajante não fica tempo suficiente em nenhum. Eles vendem esse passeio com o discurso de que “você conhece tudo no primeiro dia e depois decide com embasamento onde ir com calma nos outros dias”. A gente tinha bastante tempo na ilha e não gostamos desse tipo de passeio corrido e por isso descartamos logo de cara.

Existe também o passeio de barco pelo mar de dentro: o barco sai do Porto e vai passando em todas as praias ( Porto, Cachorro, Meio, Conceição, Boldró, Americano, Cacimba, Baía dos Porcos, Sancho e Enseada dos Golfinhos). O barco apenas passa pelas praias, faz a volta na Enseada dos Golfinhos (como é área protegida não é permitido mergulhar/nadar) e alguns passeios param no Sancho para Snorkel. Os passeios custam entre R$150 (barco maior com mais gente) e R$200 (barco menor com menos gente e alguns com almoço incluso). Nós estávamos em 4 pessoas e decidimos tentar um barco só para nós. Conversando na pousada chegamos até o “capitão” Ceará o proprietário do barco “Lua Cheia” (contato: 81-84318695). Fechamos o passeio por R$250 por pessoa já com almoço (peixe grelhado). Ele iria fornecer um cooler com gelo e poderíamos levar nossas bebidas. Tem a enorme vantagem de o barco ser só nosso com total privacidade mas a desvantagem de não poder parar no Sancho para mergulho. Como a gente já tinha ficado um dia todo no Sancho fazendo snorkel essa “desvantagem” não foi um problema. Ele parou o barco em uma área próxima a entrada do porto para mergulhamos e almoçamos. O mar estava um pouco agitado então a visibilidade não era 100%, mas tinha tubarão, arraia, peixes, recife de coral, etc. Foi muito divertido e o peixe na grelha estava excelente! Ele trouxe um peixe inteiro (bem grande….. tão grande que sobrou bastante!) e enquanto a gente mergulhava ele limpou, acendeu a churrasqueira, colocou na grelha e serviu junto com uma salada. Fica a dica para quem quer um passeio mais intimista sem gastar uma fortuna (e comendo muito!)

Passeio de barco

Existe também as trilhas de Noronha e vamos falar um pouco mais a frente porque cada trilha tem uma peculiaridade. Algumas você pode fazer só com agendamento. Outras é necessário que um guia acompanhe o grupo. Mas o pior de tudo é o sistema de agendamento. Só existe um local na ilha para agendar as trilhas e fica no ICMBIO (que fica no Boldró). Sempre tem fila porque algumas trilhas são concorridas e esgotam rapidamente. Ao chegar no ICMBIO tem que retirar uma senha e assistir uma palestra sobre o parque: o que não pode fazer, detalhes das trilhas (para ajudar na escolha), etc. No final da palestra é formada uma fila por ordem das senhas e os agendamentos são liberados. O agendamento é self-service em totens eletrônicos e podem ser realizados para grupos de até 6 pessoas (não precisam estar todos no local). Nossa crítica é que o agendamento deveria ser online ou pelo menos aberto no mesmo período que é para retirar o ingresso (carteira) do parque (vamos falar mais para frente o que é e para que serve o ingresso do PARNAMAR)! Perdemos quase 3h entre senha, palestra, fila, totem…… Nesse dia a gente se programou e estávamos na praia próxima, mas tem que pensar que o custo do táxi ou ônibus para o deslocamento também é necessário.

Projeto Tamar / ICMBIO

Um passeio grátis e interessante é o Forte Nossa Senhora dos Remédios. De lá a vista é excelente e no final do dia o visual é lindo. Tem uma subida íngreme, mas isso em Noronha é o básico em qualquer caminhada.

Forte Nossa Senhora dos Remédios

Vista do Forte

Ingresso PARNANORONHA – o que é e para quê serve ?

Bom, no planejamento final para a viagem de Noronha o turista já sabe que tem a taxa de permanência na ilha. Mas também existe uma segunda “taxa” praticamente obrigatória que é o ingresso do Parnanoronha – Parque Nacional Marinho de Noronha. Esse ingresso permite entrar nas praias e fazer as trilhas que estão localizadas dentro do parque (Atalaia, Sueste, Sancho, Baía dos Golfinhos, Atalaia, etc). Não tem como conhecer Noronha sem ter esse ingresso. Então não adianta: pode preparar o bolso de pagar mais R$106 por pessoa se for Brasileiro ou o dobro no caso de estrangeiro.

Aqui mais um detalhe: todo o processo é feito online através do site do PARNANORONHA e maiores informações sobre as trilhas, praias e locais também no SITE. Depois da compra concluída é emitido um voucher. O viajante tem que imprimir e levar até o posto do ICMBIO que fica no Boldró para pegar a carteirinha que libera o acesso. O legal é que a carteirinha depois fica com o viajante e é uma ótima lembrança. Quem não gosta pode dispensar no aeroporto em uma lixeira especial para reciclagem do plástico.

Trilhas – chegou a hora de falar das trilhas de Noronha

Noronha tem algumas trilhas para que o turista possa fazer. Cada trilha tem uma peculiaridade: algumas precisa reservar, outras a presença de guia é obrigatória, existem trilhas curtas e fáceis, trilhas extensas e que exigem mais preparo físico. Sempre é bom consultar como estão as trilhas porque dependendo das condições elas podem ser fechadas. Sendo sincero com nossos leitores a gente não é “trilheiro” e nem temos condições de enfrentar a trilha do Capim-Açú que dizem demorar 6h no total. Então de cara dispensamos as trilhas mais pesadas ( Capim-Açú e Pontinha-Caieira – essas duas a presença do guia é obrigatória). No dia do agendamento optamos por conhecer Atalaia, que tem a piscina natural aonde é possível fazer flutuação e ver a vida marinha. É uma trilha curta (aproximadamente 30 minutos de caminhada) e chegando na piscina você pode ficar mais 30 minutos de snorkel admirando tudo. O lugar é lindo demais e a piscina natural simplesmente incrível. Um passeio que vale muito a pena !

No final não tivemos tempo para agendar a segunda trilha mas não sofremos com isso. Como nosso negócio é praia e mar o fato de termos explorado muito a ilha já valeu a pena. Mas em conversas com moradores e guias descobrimos que a trilha Capim-Açú é um sacrifício que vale a pena. Quem sabe na próxima visita a gente faça……

Restaurantes, bares e mercados

A gente falou sobre onde ficar e como nossa primeira parte da viagem foi na Vila dos Remédios vamos começar por ela. Ficar na Vila dos Remédios significa ter mercado próximo para comprar bebidas e petiscos e economizar bastante nisso. Também tem um monte de restaurantes variados: de hambúrguer artesanal por R$35 a camarão na moranga por R$180.

Camarão na Moranga

Quem gosta de agito e música ao vivo também não fica desapontado. O mais famoso é o “Bar do Cachorro” que fica obviamente na praia do Cachorro. De noite rola forró, música ao vivo, pista de dança, etc. Bem no centro tem o Ginga Bar que tem música ao vivo mais eclética: toca de Caetano a Anitta.

Dos restaurantes que a gente foi vamos destacar alguns. O primeiro é o Flamboyant Rock e como o nome diz, é mais rock and roll com discos de vinil na decoração, poster de bandas como Pink Floyd, etc. É um restaurante com preço justo (para os padrões de Noronha, claro), bom atendimento e como ficava muito perto da nossa pousada nos dias em que estávamos acabados de andar, nadar e explorar era uma boa opção para sentar tranquilo e jantar.

Restaurante Flamboyant na Vila dos Remédios

Cardápio do Flamboyant

Bem próximo – do outro lado da rua – tem o restaurante São Miguel. Eles tem uma opção de área externa que as mesas ficam embaixo de omblerones. É um pouco mais caro que o Flamboyant, mas pouco mesmo. A comida também é boa e o ambiente agradável.

Restaurante São Miguel

Subindo a avenida em direção a BR no lado direito fica Burgueria Artesanal com sanduíches na faixa dos R$35-45

Um pouco mais para cima tem o famoso restaurante Xica da Silva. De cara já se percebe que é mais “descolado”. Em todos os dia estava cheio e com fila de espera. A comida é muito boa e o preço não difere muito do Flamboyant ou São Miguel. Aqui eles vem na mesa cantar parabéns e o aniversariante ganha uma sobremesa. A Maclau morreu de vergonha do mico do parabéns mas a gente se divertiu. Abaixo, o menu do Xica:

Mas nossa experiência mais legal de jantar foi no Cacimba Bistrô. Nesse dias nós fomos decididos a jantar no restaurante O Pico. O Guto tinha assistido um programa que contava a história do chef e a curiosidade estava atiçada. Mas chegando lá ficamos desapontados com o cardápio. Não pelo preço, quer era condizente com o local e com o que estávamos esperando. Mas as opções não agradaram e decidimos procurar outro restaurante. O Cacimba fica próximo e enquanto a Maclau fumava um cigarro eu (Guto) entrei para ver o cardápio. Aí o rapaz do restaurante me fala: “a gente tem mesa na varanda, no salão e no lounge”. Aí bateu aquela curiosidade: quero ver o lounge. E assim que a gente viu o que era o “tal lounge” decidimos ficar na mesma hora.O lugar era excelente, a comida fantástica e o atendimento foi muito atencioso! Ficamos a céu aberto, olhando a lua cheia e aproveitando cada minuto.

“Lounge” do Cacimba Bistrô

A gente chegou a passar também no restaurante da Pousada Maravilha. Ele tem um visual incrível de dia e é aberto ao público, mas a preferência é claro que são os hóspedes. Se quiser experimentar aconselhamos a reservar antes para ficar com a melhor vista. De noite não achamos que vale a pena já que o principal atrativo que é o visual estaria prejudicado.

Nosso último jantar foi justamente na pousada ao lado: Solar dos Ventos. E aqui vai um elogio para o atendimento de todos no local. Passamos na hora do almoço para conhecer o restaurante, que confessamos não atraiu muito até que nos mostraram o “lounge” (sim, mais uma vez o lounge foi o diferencial!). É um local que fica fora do restaurante, na frente de um campo gramado, com uma privacidade um pouco maior porque a área é pequena. Reservamos o jantar e ao chegar estava tudo arrumado e inclusive com um som rolando. Gostamos tanto que o restaurante fechou e continuamos por bastante tempo por lá.

Pousada Solar dos Ventos – frente do lounge





Já falamos sobre como chegar e melhor local da ilha para se hospedar, restaurantes e passeios mas agora vamos ao que todos esperavam: as praias!

Aqui vale a pena prestar atenção um detalhe: as praias normalmente não ficam próximo a BR ( a rodovia que passa o ônibus e corta a ilha de um lado a outro). Se estiver de táxi na maior parte das praias eles deixam “na porta” . Nós acabamos optando por andar de táxi justamente para evitar essa caminhada adicional que em algumas praias (por exemplo a Cacimba) pode ser longa.

Fernando de Noronha tem várias praias lindas para conhecer e vamos começar falando de uma que é super famosa até fora do Brasil e eleita uma das praias mais bonitas do mundo:

Praia do Sancho ( ou Baía do Sancho também )

A Praia do Sancho é linda demais. Primeiro a gente vê um pedaço dela pela trilha… depois mais um pouco. Então vem um mirante e ela está lá posando para uma foto!

Praia do Sancho

Para chegar na Praia do Sancho tem que ir até o PIC Golfinho que é um posto de controle de entrada do parque. Lá tem que mostrar o ingresso válido (aquele que falamos nesse post sobre Noronha). Depois de se identificar existem duas opções: esquerda para Baía dos Golfinhos e direita para o Sancho. Nós fomos logo cedo para tentar ver os golfinhos então saímos para a esquerda. O caminho é todo em uma trilha elevada feita de plástico reciclado imitando madeira e tem uns 30 minutos de caminhada até o mirante.

Trilha PIC até mirante na Baía dos Golfinhos
Baía dos Golfinhos (Mirante)

Do mirante da Baía dos Golfinhos a trilha passa a ser de terra e em uma caminhada de aproximadamente 20 minutos chega no Sancho. Mas acaba demorando mais porque existem 3 mirantes no meio do caminho e todos rendem excelentes fotos.

Visual do mirante

Chegando no acesso do Sancho há uma pequena fila na maior parte das vezes. Como o acesso para a praia é em uma escada na fenda da pedra existem horários de “subida” e de “descida”. Se perder o horário vai ter que esperar quase 1h.

  • 8h às 10h30 somente desce
  • 10h30 às 11h30 somente sobe
  • 11h30 às 12h30 somente desce
  • 12h30 às 13h30 somente sobe
  • 13h30 às 14h30 somente desce
  • 14h30 às 15h30 somente sobe
  • 15h30 às 16h30 somente desce
  • 16h30 às 17h30 livre
  • 17h30 às 18h somente sobe
  • Horários vigentes em Fev/2019

Depois de um pouco de aventura para descer na escada no meio das pedras e mais uma escada normal enfim colocamos o pé na areia. A praia não estava lotada porque ainda era cedo. Depois das 10:30/11h os barcos de passeio começam a parar e aí o movimento aumenta bastante.

Leve uma máscara e snorkel para se divertir com os animais marinhos, mas sem tocar ou perseguir. Afinal o visitante é você.

No Sancho não há nenhuma estrutura, barracas, etc. Tenha água, alguma coisa para comer se der fome e o que mais achar necessário.

Praia do Meio / Cachorro / Conceição

Essas praias ficam próximas da Vila dos Remédios. Então quem está hospedado na Vila com uma caminhada dá para chegar nessas praias. Tanto a praia do Meio quanto a do Cachorro nós achamos bem comum. Bonitas mas nada espetacular. A da Conceição é legal e no canto direito dela o visual para assistir o por do sol é incrível. O pessoal costuma ir no Bar do Meio nessa hora mas lá tudo é tão caro (long neck R$20; espreguiçadeira R$500 de consumação mínima por 3 horas) e ele fica tão cheio que não vale a pena. Sente nas pedras que ficam na frente do bar e aproveite!

Por do sol visto das pedras.

Praia do Boldró

Essa praia fica (óbvio) no Boldró. Então dá para se programar para ir nela no dia de pegar o ingresso do parque ou agendar trilha por conta da proximidade com o ICMBIO. É uma praia bonita e nós gostamos particularmente do canto direito dela: uma pedra grande formava um visual que chamava a atenção. E para completar tinha o bar do Gerson que era mais tranquilo e gostoso de ficar (com ótimo atendimento e preços normais de Noronha: Heineken long Neck R$15 ). Na chegada a praia tem um mirante que está abandonado mas é interessante para ver.

Praia do Boldró

Cacimba do Padre/Americano/Baía dos Porcos

A praia Cacimba do Padre é famosa por dois motivos: primeiro por conta do Morro Dois Irmãos e depois pelas ondas (excelentes no período do “sueste” que é o mar mais agitado)! Pela praia da Cacimba dá para fazer a trilha das esmeraldas (do lado esquerdo da praia) , chegando em um mirante para o Morro Dois Irmãos, passando pelas piscinas naturais nas pedras e terminando na Baía dos Porcos. Aqui vale prestar atenção nas marés e só ir na maré baixa.

Na Cacimba existe a Barraca das Gêmeas e um pouco de estrutura. Pode-se alugar cadeira e guarda-sol e tomar uma cerveja gelada (ou água de coco….rs). Na Baía dos Porcos e Praia do Americano não há estrutura.

Sueste

A Sueste é uma praia de águas tranquilas que fica dentro do parque (vai precisar do ingresso) e cheia de vida marinha para explorar de snorkel ou apenas nadando. Tem peixe, coral, tartaruga, tubarão tudo ao mesmo tempo! Do lado direito da praia tem uma área reservada para quem quer fazer flutuação para ver a vida marinha. Nessa área é obrigatório o uso de colete e quem não tem pode alugar no PIC (o posto de controle na entrada na praia). Na Sueste não há praticamente nenhum local com sombra. Então a dica é para alugar um guarda sol do parque assim que chegar porque eles tem poucos disponíveis e na alta temporada (ou dias bem cheios) acabam rapidamente. O PIC tem também uma lanchonete com opções de sanduíche, refrigerante e suco mas nada de cerveja: dentro do parque não pode álcool. Ah, falando em proibição…… Também não pode “pau de selfie” nas áreas do parque. A Sueste fecha as 16h (achamos que ela fecha cedo demais) então se programe para chegar cedo e curtir a praia com tempo.

Sueste

Leão

Próximo da Sueste (mas também não tão perto…. uma caminhada com subidas, cão de terra com pedra, etc) fica a Praia do Leão. Para o Guto é a praia mais bonita de Noronha – mas a Maclau prefere o Sancho. Leão também faz parte do parque e a parada no recém inaugurado PIC para mostrar o ingresso é obrigatória. Esse PIC é interessante porque é todo sustentável: energia solar e os banheiros não usam água. Saindo do PIC começa uma trilha em madeira feita de plástico reciclável igual a do PIC Golfinho. E rapidamente chega em um mirante incrível!!

Praia do Leão

A mistura entre os tons de azul, a areia clara, a piscina natural (onde é probido nadar, por sinal) e os morros (ou mini ilhas – não sabemos como chamar direito) é deslumbrante. Aqui a dica de alugar o guarda-sol também é válida já que quase não tem local com sombra.

Praia do Leão vista da areia na área da piscina natural. Esse morro que lembra o formato de um leão marinho dá nome a praia.

Praia do Porto

Nem precisa explicar que essa praia fica no Porto. É de lá que saem os passeios e que chega todo tipo de suprimento para a ilha.

Do lado direito da praia existe barcos na areia passando por manutenção e duas barraquinhas para comer/beber. Aqui a dica é ir para o lado esquerdo da praia. Lá no canto é bem tranquilo e mais bonito (tem uma piscina natural também.

Piscina natural na Praia do Porto

Praia do Atalaia

Essa praia está dentro da parque e é uma das trilhas que exige agendamento prévio. No dia do agendamento tem que ir até o posto de controle. Lá um guia passa instruções sobre a trilha e informações de segurança. É uma coisa rápida…… 10 minutos. Também é a hora de alugar um colete para fazer a flutuação na piscina e máscara/snorkel se não tiver. A trilha é curta com aproximadamente 30 minutos de caminhada até chegar na praia do Atalaia onde uma guia estava esperando com novas instruções sobre a flutuação na piscina (para diminuir o impacto ambiental).

É permitido ficar na flutuação por 30 minutos. Depois tem que retornar para a base. Então no total o passeio dura por volta de 2h. Um passeio curto que vale cada minuto lá. Eles pedem para que não passe repelente nem protetor solar porque os corais são muito sensíveis.

Chegamos ao fim de mais uma aventura!! A gente fica muito feliz por compartilhar as experiências com vocês. Para nós é sempre mistura de sensações boas. Então é hora de se programar para ouvir uma das melhores frases: “Tripulação, portas em automático!”.

Obrigado e até o próximo destino!

OBS: As marcas e empresas mencionadas no post são propriedade de seus respectivos donos/acionistas. Não recebemos nenhum tipo de incentivo das marcas para escrever e nossas opiniões vem de experiência pessoal, que podem ser muito diferentes de outras pessoas. Também não temos como garantir que os valores aqui apresentados sejam os mesmos que o viajante vá encontrar.

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